rumo.
sem muito pensar
recorro ao aço que retalha todos seus tecidos
deixa amostra a vulnerabilidade
escorre não só a colocação vermelha mas o que resta da dignidade e sanidade
agora mais uma vez, quem serei diante dessas pessoas?
quais serão os olhares sobre mim?
os de pena? preocupação? deboche?
estou inteira, ainda que em retalhos, mas estou aqui com meu largo riso e a falsa felicidade (que ninguém diz ser).
ainda não tenho uma válvula de escape maior, escrever às vezes é suficiente, falar às vezes é suficiente, mas para quê?
não sei para onde estou indo, muito menos pra quê melhorar.
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