tecer.
em teias fui jogada
e com muita dificuldade tento com toda força desenrolar me
fui pega, picada.
paralisada espero que o óbito chegue, que o sangue deixe de correr, que a lentidão dos órgãos se apropriem do meu corpo.
mas dizem que é necessário a quantia certa do veneno para que congele a pele, e dessa vez, continuo onde estou, agarrando nas teias que foram tecidas por aqueles que julgam vencida a batalha.
não sou forte por lançar a picada, mas por me manter viva, mesmo quando esperava que só me sobrassem carcaça.
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