serpente.

do teu eu vim
e dos seus braços caminhei para o mundo

agora vejo que o sangue e as cargas tuas que carrego já não são forte o suficiente para que me pegue no colo e peça perdão pela ausência.

heroísmos ficam para trás quando as roupas deixam de servir, e o mundo da malícia se ativa aos olhos.

serpentes se arrastam silenciosas. trocam a pele para não ser o que tememos.
e com a cor nova, vibrante, hipnotiza mostrando-se bela e indefesa.

me encontro desprotegida, mas não hipnotizada.
aguardo a picada para que eu seja o seu antídoto.

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